“As descobertas reverberam. Uma nova idéia a respeito de nós mesmas ou de algum outro aspecto de nosso relacionamento com os outros é capaz de alvoroçar todas as nossas outras idéias, mesmo as mais superficiais. Por mais sutil que seja, ela é capaz de alterar totalmente nossa direção. E, em conseqüência, pode acabar mudando nosso comportamento.” Patrícia McLaughlin
Qualquer tipo de mudança em nossa vida afeta qualquer outro aspecto do nosso ser, numa escala tão imaginável e inatingível, que nunca saberemos qual rumo é que vai dar aquela devida mudança, por mais mínima que seja. Dizemos “não” a tantas coisas. “Não” a certos trabalhos, certas pessoas, tantas coisas. Tentamos ser maleáveis e compreensíveis a todo o momento com tudo e para com todos, mas, basta haver uma mudança para não sabermos como vamos fazer, ou como vamos agir para que não seja demonstrada tal mudança exteriormente, mas por dentro, toda a sua estrutura psicológica interna está toda abalada. Nunca sabemos como conduzir tal mudança. Quando chega a hora de falar aquele “não” no trabalho ou para alguém, uma simples palavra que vínhamos ensaiando há meses para dizer e quando assim o fazemos temos a reação que temíamos, e percebemos assim, sutis sinais de respeito por nós. De fato, passamos a nos respeitar mais.
Nós tentamos tanto para ganhar admiração e respeito de terceiros, mas no fim não temos nenhum controle sobre a opinião de cada um, não podemos exercer o controle sobre isso. Cada um é cada um.
Sei que gradativamente estou amadurecendo e me modificando. Minha vida é muito mais mutável que estática. Cada nova descoberta afeta todos os aspectos de meu ser, externamente e internamente. A cada dia me descubro mais.