sábado, 31 de maio de 2008

Viver o Presente

O ontem é um cheque sustado.
O amanhã, uma nota promissória.
O hoje é dinheiro na mão – gaste-o com sabedoria.


Nossa, viver o presente é um desafio. Passamos tanto tempo ocupadas matando o momento presente, cheia de preocupações sobre o dia de amanha ou sobre arrependimentos sobre o dia de ontem, e acabamos nos esquecendo de viver o dia de hoje, e matamos esse dia. Mas, ironicamente, tudo o que podemos fazer é viver o presente, e mesmo assim, o matamos.

Viver o presente significa perceber. Perceber quando estamos cansadas, quando precisamos parar para ir ao banheiro, quando precisamos descansar.

Viver o presente nada mais é do que sair, para, pelo menos dar uma volta, mesmo que seja pelo pequeno prazer de dar uma caminhada, não necessariamente precisando ir a alguma lugar. Andar sem pensar num destino. Seria apenas perceber e apreciar o momento. Viver a própria vida, não pensar sobre ela.

Se eu viver minha vida, não serei uma obra inacabada.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

1000 motivos

Há muitas pessoas que passam por nossas vidas e deixam saudades. Mas sempre há aquelas que deixam suas marcas. Um cheiro, um lugar, uma música, um jeito de falar, um sorriso, um toque capaz de estremecer o corpo todo, o melhor de todos os beijos.

De repente o sonho é interrompido e sem muita explicação permitimos nos perder. Ficam as lembranças que nos trazem saudade. Saudade essa que muitas vezes se transborda em lágrimas.

Quando a entrega acontece apenas por uma das partes, qualquer tentativa de uma nova chance é inútil. Um quer sentimento e o outro apenas aventura. Este último não se preocupa com as conseqüências de suas atitudes e na pior das hipóteses prefere esquecer o que significa esta palavrinha: ATITUDE e fingir que está tudo certo.

Nesse momento entendemos o sentido da palavra: INDIFERENÇA e passamos a desejar sua extinção. Mas sabemos que isso não resolveria o nosso problema, pois o efeito que essa forma de tratamento causa é devastador e assim também o seria se outro nome tivesse. Difícil compreender, mas talvez para alguns esta seja a forma mais fácil de fugir ou se livrar de alguém. E no final da história resta-nos a dor e a consciência do difícil aprendizado que teremos à frente: esquecer e superar tudo isso.

Mas, o que fazer se depois de tanto esforço não conseguirmos atingir nosso objetivo? Se ainda assim continuarmos a nos preocupar com essa pessoa, querendo saber se ela está bem? Se muitas vezes nos flagrarmos relutando com nós mesmos querendo ligar, ou mandar um e-mail? E embora sempre sobre vontade, falta a coragem.

Esquecer é preciso, mas se ainda sentimos saudade é porque foi bom e quando as coisas boas superam as coisas ruins o esquecimento torna-se cada vez mais inatingível e mesmo tendo 1.000 motivos para esquecermos esse alguém... Bobagem... Todos eles são nulos, pois simplesmente não conseguimos tirar da cabeça o que insiste em permanecer no coração.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Crônica do Amor (Arnaldo Jabor)

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
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Por que eu adoro Arnaldo Jabor!
Sem tempo pra escrever.
Estudando pra Segunda Fase. :)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

POR QUE AS PESSOAS ENTRAM NA SUA VIDA? (Martha Medeiros)

Pessoas entram na sua vida por uma “Razão”, uma “Estação” ou uma “Vida Inteira”. Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.

Quando alguém está em sua vida por uma “Razão”… é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são! Elas estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim. Ás vezes, essas pessoas morrem. Ás vezes, eles simplesmente se vão. Ás vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.

Quando pessoas entram em nossas vidas por uma “Estação”, é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Elas, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer… Acredite! É real! Mas somente por uma “Estação”.

Relacionamentos de uma “Vida Inteira” te ensinam lições para a vida inteira: coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida. É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente. Obrigado por ser parte da minha vida.

Pare aqui e simplesmente SORRIA.

“Trabalhe como se você não precisasse do dinheiro, Ame como se você nunca tivesse sido magoado, e dance como se ninguém estivesse te observando.”

“O maior risco da vida é não fazer NADA.”

domingo, 25 de maio de 2008

Coragem e medo

“Coragem: um medo que fez suas orações” (Dorothy Bernard)



Fico pensando se seria possível entrar em contato com a minha verdadeira coragem, sem entrar em contato com a minha espiritualidade? Sabemos que somos imprudentes, e que corremos riscos, e ainda somos expostos a várias coisas e situações.

Mas sabemos nos manter imunes às labaredas do nosso medo, sem que mergulhemos no nosso espírito para que ali, encontremos coragem? Temos coragem para enfrentar a rotina da vida? Será que somos mesmos capazes de admitir um erro e não nos dar o luxo de nos recriminarmos?

Será que temos coragem o suficiente para sermos sinceras sobre nós mesmas para com aqueles que amamos?

Temos coragem de devolver algo que está estragado ou ficamos sem fazer nada a respeito?

Quando aprendemos a enfrentar nossos medos e nos permitimos entrar em contato com o poder que existe dentro de nós, é ai que aprendemos a ser corajosas.

A minha coragem está presente no meu dia-a-dia, tanto quanto a minha espiritualidade.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Estar presente ao momento

“A nobreza de caráter se manifesta pelas frestas, quando não encontra as portas abertas”
(Mary Wilkins Freeman)

Nem sempre as oportunidades aparecem no momento ou na forma em que esperávamos. Ao invés de ficarmos cegos com o raio de luz, normalmente elas são vozes calmas e pequenas, que sussurram nos nossos ouvidos em momentos que são inteiramente inesperados.

Temos o potencial da grandeza, e este está ligado com a nossa capacidade de estar presente a cada momento. Nossa percepção pode ser uma de nossas mais importantes virtudes, pois, quando estamos atentas para perceber uma pequena e obscura oportunidade, acabamos descobrindo que demos um enorme passo para decidir nossa vida.

Cada momento é essencial. Se errarmos, vamos ter uma oportunidade de concertar este erro. Arrepender e aprender com os erros é uma forma de decidir a vida, e passar a olhar de uma outra forma, mas não fazer com que outras pessoas sofram com seu erro. Um erro leva a outro. Somos humanos e imperfeitos, mas se podemos concertar um erro, pelo menos nos tornamos mais humanos, e não mais perfeitos.

Qualquer pessoa pode passar por uma porta escancarada. Espero que a nobreza de caráter perceba as frestas.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Perfeccionismo

Esta é a era do perfeccionismo, menina. Todo mundo está tentando dar o melhor de si emocional, mental e fisicamente. Trate de se empenhar! Trate de se empenhar! Corrija todos os defeitos. (Judith Guest)

O perfeccionismo é uma das características do vicio. Vem a ser o estabelecimento de um ideal externo que buscamos, e abstrato de como deveríamos ser e capazes de fazer certas coisas. E boa parte das vezes não tem nada a ver com o que somos ou com o que gostaríamos de fazer. E ainda sim, tentamos fazer, tentamos nos plasmar até atingir esse ideal. Certas vezes de formas nada convencionais.

Quando tentamos atingir uma perfeição abstrata nós nos machucamos, nos julgamos e não seguimos o nosso objetivo. Não importa o que fazemos para que conseguir esse ideal, nem tão pouco os meios que utilizamos, nunca vai ser o bastante. Nunca nos achamos boas o suficiente, e sempre tentamos melhorar e nos aperfeiçoar. Ainda tentamos de uma forma exagerada ou nunca tentamos, são dos lados críticos. Há pessoa que fazem de tudo o impossível para conseguir atingir um simples ideal, e há aquelas que tentam uma vez e não obtém sucesso, e simplesmente pára de tentar. São os dois lado de uma mesma moeda, que posso assim titular de perfeição. Infelizmente, não se pode compensar essa moeda para ganhar. Não existe ganhador para perfeição, a não ser simplesmente a mera convicção de perfeição para cada um.


O perfeccionismo é o grau mais elevado da auto-agressão. Eu simplesmente me agrido todos os dias buscando ser uma mulher perfeita.

Escolhas

"Para obter algo que realmente valha a pena possuir, talvez seja necessário perder todo o resto" (Bernadette Devln)


Tem horas que fazemos tanto drama para nada, achando que para conseguirmos o que queremos temos que ser dramáticos, e conseqüentemente abrir mão de tudo que nos é querido. Alguns dizem que para chegar ao topo temos que estar preparados para deixar sem segundo plano o namorado, noivo, marido, os filhos – ou até o desejo de ser mãe – os momentos de lazer e tudo o mais na vida que não esteja relacionado ao trabalho, com a única finalidade, conseguir "chegar lá".

Muitas de nós, mulheres, fazemos isso, ou pelo menos tentam essa fórmula. Resultado: viciadas em trabalho. Viciadas nas carreiras profissionais. Deixando de lado aquilo que nos fazem bem, pessoas que nos fazem e que nos querem bem. De fato, nos perdemos no meio do caminho, e perdida, não teremos nada a oferecer, certo? Tentamos sufocar nossa necessidade de intimidade, amizade, descanso e lazer, acreditando, na maioria das vezes na retidão e na nobreza das nossas decisões.

De fato, isso vem a acontecer, porque estamos cercadas de pessoas que não valem 1 centavo. E se não fizermos por nós, ninguém assim o fará. Medo de intimidade, pois, atualmente, se "abrir" demais para as pessoas, até para os amigos, corremos o risco de levar uma rasteira. Medo de intimidade na questão de não se magoar, e ser extremamente difícil se reerguer novamente, ficando assim, dispostas a vetar a necessidade de intimidade e de amigos para que isso não venha a acontecer. No que tange ao lazer e ao descanso, as pessoas que não o fazem cometem o pior erro da vida. Descansar é essencial. Lazer mais ainda. Não sobreviveremos sem nada disso.

Tudo bem que não sobreviveremos também se um alguém ao nosso lado e amigos também, mas a cada dia que passa, as pessoas estão ficando cada vez mais egoístas e difíceis de se confiar. E todo o cuidado é pouco.


Nunca é tarde para reavaliar nossas escolhas. Reavaliações são atos de sabedoria. Por sorte, sempre temos escolhas.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

BELEZA

“Adornos nada mais são que um reflexo do coração” – Coco Chanel,

Já notou que todos prestam atenção em como as mulheres se vestem? Temos que usar terninhos de três peças, para que possamos ficar parecidas com os homens e nos vestir para o sucesso.

Pior são os casos em que há pessoas que afirmem que as mulheres que sofrem estupros, assim acontecem pelo modo em que estavam se vestindo. De fato, um absurdo.

Mas eu já notei que certos homens gostam de mulheres que se vestem bem, mas isso é pelo simples fato de realçar, de uma forma, a sua masculinidade.

Pra mim é um estresse constante “como vou me vestir?”. Nunca fui de andar arrumada, pra mim sempre estava bom uma blusa – de preferência de rock e preta, um jeans e meu bom e velho all star. Mas com o passar do tempo, fui percebendo que às vezes precisamos nos “arrumar” um pouco mais. Eu sempre fico confusa.

Mas, e se forma de nos vestirmos for apenas um reflexo do nosso coração? E se o nosso maior critério de beleza for escolher uma roupa que caia bem no corpo, e assim, refletir quem somos? Ou se viermos a escolher algo bem colorido – coisa que não acontece freqüentemente comigo – apenas pelo fato de que as cores nos agradam, mas pelo motivo de não são as mais adequadas ou que não nos fazem parecer mais magras? Isso abrem inúmeras possibilidades, certo?

Se vestir de uma forma para ir trabalhar, de outra para ir a um simples almoço com as amigas ou família, se vestir de um outra forma pra fazer compras. Ou simplesmente se vestir porque está a fim de se sentir confortável. Quantas vezes eu n quis ir trabalhar de tênis quando fazia a maior chuva? Quantas vezes quis só sair de havaianas. Inúmeras, que já perdi as contas. Mas o fato é, temos que nos vestir de acordo com cada ocasião, e isso, às vezes é um saco.

Se eu fosse me vestir para refletir meu coração, que roupa eu deveria usar?

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Metas e Compromissos...

“Aquilo em que você se transformar é o preço pago por aquilo que sempre desejou”
(Mignon McLaughlin)


Valeu a pena? Ou melhor, vale a pena? Conseguimos olhar-nos no espelho e dizer à imagem refletida “Confio em você e realmente admiro-te”?

Sempre é bom lembrar que todos os passos que damos na vida fazem parte de uma caminhada. Os nossos passos levam-nos a um “certo” lugar, e boa parte das vezes deixa pegadas.


“Nesse momento o que estou fazendo é vantajoso, e por isso, vou continuar agindo assim e arcar com as conseqüências”.


Não podemos nos dizer isso e ainda achar que não haverá conseqüências. Todas as nossas ações estão intercorrentes. Ou seja, mais cedo ou mais tarde, somos os que nossos atos fazem.


O que eu faço torna-se quem eu sou.
:*

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Solidão

“Três vezes bem-vinda sejas, amiga solidão. Que nenhum passo se intrometa em teu caminho, e nenhum ouvido te ouça.” (“Ode to solitude”- Hester Chapone)

Há quem diga que a solidão é uma benção, e particularmente eu acho isso. Todo mundo precisa de algum tempo sozinho. Geralmente temos medo de ficar sozinhos, pois não haverá ninguém para encontrar a não ser nós mesmos. Como vem a ser reconfortante o fato de seguir em direção a nós mesmos, nos conhecer melhor. É como se voltássemos ao tempo, voltássemos para a casa de um velho amigo depois de um longo tempo fora, visitando lugares distantes e desconhecidos.

A nossa solidão vem a ser um prazer. Prazer este que apenas nós podemos proporcionar. Está em nossas mãos perceber que nos regeneramos quando passamos algum tempo sozinhas. Temos esse direito e essa capacidade. Se não respeitarmos nossa própria necessidade de solidão, nossos filhos nunca aprenderão que merecem usufruir algum tempo sozinho também.

Tenho o direito de criar um espaço para minha solidão, nem que seja para ouvir o som do mar, num fim de tarde. Nada mais perfeito.

domingo, 11 de maio de 2008

Pensar e agir...

Às vezes fico deitada na cama pensando na vida, no dia que passou nas coisas que eu fiz e nas coisas que deixei de fazer. Penso no amanhã, no que tenho que fazer e o que eu pretendo fazer. Penso nas pessoas que me fazem falta, e nas pessoas que me magoaram. Penso em cada palavra dita e cada palavra que gostaria de ter dito em determinadas situações. Penso ainda nos momentos em que não aproveitei 100% a situação por pura timidez, e o quanto eu me arrependo de não ter feito, falado, ou até deixado de falar o que penso. Às vezes penso demais e também falo demais. Nunca dá certo.

Pensar. Agir. Palavras que tendem a parecer simples, mas são poucas as pessoas que conseguem pensar e agir de acordo com o que pensam. Pensam em falar algo, mas boa parte das vezes não o faz. Pensam em agir de determinada maneira e em determinado lugar ou situação, mas assim não o faz também. Pensar e agir deveriam ser palavras que sempre deveriam ser usadas juntas. Pense, aja. Pensar demais é deixar a vida passar e ficar no mesmo lugar sempre.

Hoje eu vejo o quanto eu pensei demais na vida. O quanto eu deixei de agir em varias coisas. Mas, nunca é tarde para agir. Pior seria nunca tentar em agir.

Sabe aquelas pessoas que não falam mais com você? Você ainda pensa nelas? Mas e elas, pensam em você? Já tentou fazer algo para mudar a situação e de nada adiantou? Então pra que pensar mais nela? Adianta? Quando um não quer, dois não fazem. Seguir a vida e buscar o melhor dela é o melhor a se fazer. Pensar na felicidade e agir para alcançá-la sempre.

Cansei de correr atrás de coisas, pessoas que não estão nem ai pra mim. Penso como várias coisas poderiam ter sido diferentes, mas se não foram, é porque tinham que ser dessa maneira, então, o que posso fazer? Mudar certas coisas eu não vou conseguir. Agir para a minha felicidade, isso eu vou poder, e sempre.

Quem não quer? Eu quero. Então, pense, aja e seja feliz. Porque eu estou tentando.

sábado, 10 de maio de 2008

Cansada...

Estou cansada disso tudo. Cansada de procurar e nunca encontrar. Cansada de certas indiferenças e de certas expectativas. Cansada de certos olhares, boa parte deles tristes e que me doem a alma. Cansada de olhar para alguém, mas o tipo do olhar não é correspondido.

Estou cansada de persistir na luta de algo que já é defunto. Mas, por um outro lado, estou cansada de estar cansada, e quero partir para algo novo, diferente. Mas, o medo sempre aparece. Medo de arriscar. Medo de deixar-me envolver novamente, e ficar mal.

Cansei de querer sempre tudo, mas não consegui, ainda, me desligar de certas coisas e também pessoas. Até cansada de mim estou. Cansada de mim e do meu espírito de luta, das minhas entregas, e do meu querer, às vezes, um pouco intenso.

Estou cansada de olhar para as pessoas e procurar algo que nem eu sei ao certo o que é. Mas, mesmo assim, procuro.

Cansei de tanta coisa. Mudanças. Preciso delas, e já!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Nunca se sabe o amanhã!

Quando eu era mais nova, e precisamente quando eu estava no terceiro ano, época em que escolhemos qual profissão escolher, eu me deparei por um dilema. Bom, um não, posso dizer que foram vários.

Eu queria fazer administração, pois meu pai tem uma empresa, e eu, como filha mais velha, deveria tomar o partido nisso, e dar continuidade. Bom, mas, venho admitir que, por mais que eu tenha brigado com meu pai, e ele me “forçado” a fazer direito, sempre tive a vontade de fazer a área jurídica, principalmente para conseguir ser juíza. Lembro-me bem que durante o decorrer do terceiro ano, eu li sobre diversas profissões. Pensei em fazer psicologia, ciência da computação, administração, direito. Olhe, de tudo um pouco passou pela minha cabeça.

Em suma, fiz direito. No começo eu tinha duvidas se realmente era isso que eu queria pra minha vida, se eu ia ser uma boa profissional ou não. Inúmeras coisas passaram pela minha cabeça. Eu era muito novo pra ter certa visão de algumas coisas.

Fui fazer a faculdade de direito e o primeiro ano foi terrível. Um saco, pra falar a verdade. Mas, eu fui descobrindo que era uma questão de tempo para as coisas irem se adaptando, e eu comecei a gostar de CERTAS coisas, pois até hoje eu não gosto de direito penal.

Descobri que eu tenho uma paixão por fotografia, coisa que eu tenho como um hobbie. Só não me aperfeiçoou mais, pois não tenho – ainda – condições de comprar uma boa câmera fotográfica (semi-profissional, pelo menos).

Me interessei também por informática, isso no decorrer do meu curso de direito. Comecei a fazer um curso de web design, pois só parei porque tive que dar prioridade a faculdade. Mas aprendi muito.

Bom, o que acontece hoje? Estou formada em direito. Lutando pra tirar logo a OAB e assim conseguir realizar certas coisas que estou planejando. Tenho ainda minha paixão pela fotografia (mas ando meio sem tempo para fotografar). E, como uma escapatória, a computação.

Quem sabe um dia eu ainda não consiga vender meus trabalhos? Minhas fotos. Quem sabe um dia eu não estou dando aula para pessoas que querem aprender o básico da computação?. Windows, internet. Nunca se sabe. Quem sabe um dia eu não me torno juíza no Rio de janeiro?

Nunca se sabe, mas o bom de não saber, são as inúmeras tentativas de tentar acertar em algo e tentar sempre conseguir estar bem para realizá-las.

=*

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Desculpas e consequências...

Às vezes eu fico pesando no quanto eu sou meio anormal. Calma, anormal não no sentindo de louco, mas sim de no sentindo de não agir como a maioria das pessoas agem ou agiriam em determinadas situações.

Como posso começar a descrever certas situações? Normalmente, cada caso é um caso. Normalmente não. Geralmente.

Quando eu era mais nova, eu não entendia quando alguém chegava pra mim e dizia “fulano parou de sair comigo porque está namorando”. E eu pensava “como é que alguém pode fazer isso com um amigo?”. Eu acho que eu deveria ter uns 14 ou 15 anos, não lembro ao certo.

Ao começar a namorar, posso dizer que eu tive um pouco de sorte, pois a pessoa era a minha amiga (e ainda continua sendo), mas eu pude perceber que me afastei um pouco dos meus amigos, não por que eu queria, mas sim, porque, eu não conseguia conciliar as partes. Mas, o namoro não durou muito, e as coisas voltaram ao normal. Para a minha felicidade.

Comecei a entender que namorar não é viver exclusivamente para/com o namorado, e sim compartilhar a vida e os momentos de cada um. Como é que eu poderia me afastar dos meus amigos, se eles fazem parte da minha vida, e que grandes momentos dela, se deram, única e exclusivamente por causa deles? Simplesmente, para mim não dava pra ser assim. Eu teria que conciliar os dois. Para não perder o namorado e os amigos. E posso dizer que consegui fazer isso no meu último namoro.

O que eu não consigo entender como é que depois de uns meses de namoro, depois de conhecer todos os amigos, o namorado passa a implicar com os amigos, bom, pior, com as amigas?! Sinceramente, pra mim, se ele começa a implicar depois de um bom tempo de namoro é que tem algo errado ai. Ou melhor, ele faz/fez algo errado.

Passei, ou melhor, passo atualmente por uma situação parecida com essa. Tipo, fiquei sabendo de algo de um namorado de “alguém” e uma amiga que também é amiga desse “alguém” foi que me contou. O que eu fiz? Fiquei sem saber o que fazer, mas disse que era melhor contar. Resultado, o “alguém” não acreditou no que aconteceu, e não fala mais comigo e nem com as amigas.

E sinceramente, como é que alguém tende a ser tão burro???? Como prefere acreditar no namorado que apenas conheceu há uns 2 anos, do que nas amigas, que sempre apoiaram há mais de 8 anos?

Eu odeio essas coisas. Odeio mesmo.

Aconteceu um caso comigo, e eu ainda sofro com essa história de namoro. NAMORADAS dos meus amigos. Nossa, porque sempre resolvem ter ciúmes só de mim? Parecem que duvidam que mulher e homem possam ser amigos. Mas sim, há essa possibilidade, e posso dizer que o meu melhor amigo é um homem. Não vejo nada de errado nisso.

Eu sofro ainda com o que fizeram comigo. Eu sempre fui sincera com meus amigos e prestativa. E uma namorada não conseguiu entender isso, e resumindo bem a historia, o meu amigo, grande amigo – pelo menos eu achava isso – não fala mais comigo pois disse que eu estava desrespeitando ela na frente de várias pessoas. Mas o detalhe maior, ela NUNCA chegou a me conhecer, nunca me disse um “oi”. Resultado, mais de 6 meses sem meu amigo falar comigo por causa da namorada, e por algo que eu nunca fiz.
Se me magoou? Excessivamente. Sinto uma falta tremenda. Tive que tirar TODAS as fotos que tinham no meu orkut, para que a namorada não pensasse besteira de mim, ou para evitar confusão mesmo. E o que eu recebo? É o resultado de ser boazinha demais, para certas situações.

O que eu tiro de tudo isso? Se você tem um amigo que tem uma namorada, e que esta é ciumenta, trate de conhecê-la logo, e tente ser amiga dela. Nunca fique com certas intimidades, salvo quando ela já lhe conhecer bem e sentir que realmente é só amizade.

ACREDITE NOS AMIGOS, principalmente nos de longa data, e que sempre estiveram ao seu lado nos piores momentos. Namoro vai e vem, amizade não.

Tente ao máximo entrosar seu namorado e amigos, o resultado dessa junção é tão bom e satisfatório.

Chega de mentiras, chega de “disse, ou não disse”. Chega de mentiras sem pé nem cabeça. As conseqüências para isso são as piores, por exemplo: Não receber ligações das amigas em seu próprio aniversário, ou sem recebver parabéns da própria irmã, pois esta já cansou de levar patada por ser boazinha demais.
Cansa certas coisas e certas atitudes. =**

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Já se apaixonou?

Já se apaixonou antes? Tanto que sofreu demais por alguém? Ou que não entende como é que tanto sentimento poderia caber dentro de você e que só deseja, até aquele momento, ter única e exclusivamente uma pessoa só? Tanto que, não queremos saber se a pessoa é ou não bonita, mas a paixão é tão forte que você se sente atraída de uma forma que só pensa nela e só quer ela!

Eu gostaria de escolher os momentos para me apaixonar. Estranho não? Pra mim, ficar apaixonada quando estou vulnerável é ruim. Eu me entrego de uma forma que eu não vejo as conseqüências. O meu lado racional não funciona. E simplesmente eu odeio quando isso acontece.

Me apaixonei recentemente - 6 meses atrás - e foi uma coisa terrível. Estava vulnerável, carente, sozinha, meio sem rumo na vida, e conheço certo alguém que me dá certa paz e tranqüilidade. Mas, ao invés de agir como sempre faço, com cautela, não. Não escuto o meu lado racional, e me deixo envolver. Resultado: apaixonada e sozinha. E pra piorar a situação, não demorou muito para ele arrumar uma namorada. E o que aconteceu comigo? Me sentir a pior. Achando que ninguém ia me querer.

Ninguém pode escolher quando, onde e por quem vai se apaixonar. Simplesmente acontece. Pode ser por um olhar, um toque, um sorriso, um beijo, nunca sabemos ao certo. Pode até ser tudo isso junto. Mas acontece, e querendo ou não a gente tem que estar preparada.

No momento, eu estou me fechando para qualquer tipo de envolvimento. Depois do ultimo acontecido, eu não quero sofrer novamente e me enganar como me enganei. Posso dizer que criei esperança demais em uma pessoa que se fazia grande demais pra mim. Mas quando eu vi, eu era grande demais pra ele. Eu sou boa demais pra ele. Não ao contrário.

Aprendi que eu tenho que ser como sou. Não mudo por causa de ninguém. Posso me adaptar, mas mudar, não. Não deixo as minhas manias – e são muitas. Não abro mal do meu jeito doido de ser e principalmente dos meus amigos – são a minha base, o meu ser, a minha essência. Não abro mão do meu gênio forte e decidido – por mais que, às vezes eu me sinta insegura para determinados assuntos, eu tenho um gênio que sai de perto, e gosto dele. Não abro mão do meu lado criança de ser. Não abro mão de ser mandona em certas ocasiões. Sou eu, e ponto.
Aprendi a gostar de mim desse jeito mesmo.

Não gosto de pessoas que tentam se adaptar para estar com alguém, tanto que, tende a mentir com relação a certas coisas. Mas, isso é um outro assunto, que comento no próximo post.

Mudar por causa de alguém vale à pena??
Cada um pensa de uma forma. Agi de uma forma. Vive de uma forma.

=**

domingo, 4 de maio de 2008

Começando...

Tudo bem que eu já cansei de ter inúmeros blogs, etc. Mas esse, vai ser feito de uma forma especial.

Certo que eu ando meio sem tempo. Mal atualizo meu fotolog, nao que eu não tenha fotos, pelo cointrario, tenho até demais, e nunca sei qual colocar e normalmente o que dizer, sem acabar provocando ciumes ou pertubaçoes para com terceiros.

Desde logo eu digo que este é meu local para desabafo, criticas, raiva... etc. Sinceridade acima de tudo.

=}