quinta-feira, 29 de maio de 2008

1000 motivos

Há muitas pessoas que passam por nossas vidas e deixam saudades. Mas sempre há aquelas que deixam suas marcas. Um cheiro, um lugar, uma música, um jeito de falar, um sorriso, um toque capaz de estremecer o corpo todo, o melhor de todos os beijos.

De repente o sonho é interrompido e sem muita explicação permitimos nos perder. Ficam as lembranças que nos trazem saudade. Saudade essa que muitas vezes se transborda em lágrimas.

Quando a entrega acontece apenas por uma das partes, qualquer tentativa de uma nova chance é inútil. Um quer sentimento e o outro apenas aventura. Este último não se preocupa com as conseqüências de suas atitudes e na pior das hipóteses prefere esquecer o que significa esta palavrinha: ATITUDE e fingir que está tudo certo.

Nesse momento entendemos o sentido da palavra: INDIFERENÇA e passamos a desejar sua extinção. Mas sabemos que isso não resolveria o nosso problema, pois o efeito que essa forma de tratamento causa é devastador e assim também o seria se outro nome tivesse. Difícil compreender, mas talvez para alguns esta seja a forma mais fácil de fugir ou se livrar de alguém. E no final da história resta-nos a dor e a consciência do difícil aprendizado que teremos à frente: esquecer e superar tudo isso.

Mas, o que fazer se depois de tanto esforço não conseguirmos atingir nosso objetivo? Se ainda assim continuarmos a nos preocupar com essa pessoa, querendo saber se ela está bem? Se muitas vezes nos flagrarmos relutando com nós mesmos querendo ligar, ou mandar um e-mail? E embora sempre sobre vontade, falta a coragem.

Esquecer é preciso, mas se ainda sentimos saudade é porque foi bom e quando as coisas boas superam as coisas ruins o esquecimento torna-se cada vez mais inatingível e mesmo tendo 1.000 motivos para esquecermos esse alguém... Bobagem... Todos eles são nulos, pois simplesmente não conseguimos tirar da cabeça o que insiste em permanecer no coração.

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