Hoje assisti a um filme bastante interessante chamado “GERAÇÃO PROZAC”. Para quem não sabe Prozac é um medicamento para o tratamento da depressão. É brilhantemente protagonizado por Christina Ricci, fazendo o papel de Elizabeth, uma jovem estudante de jornalismo em Harvad, em uma crise de depressão profunda, onde trata mal a família e amigos, perdendo ainda, sua concentração e inspiração para escrever, uma das coisas que ela mais amava em fazer.
Poucos sabem o que é ter depressão, pensam que é um drama ou uma fase ruim, mas só que já teve é que pode realmente entender.
Vemos-nos em um beco sem saída, querendo fugir de tudo e de todos, mas, ao mesmo tempo, não queremos ficar ou estar sozinha. É um caos. Não sabemos se ficamos sozinhas, pois não sabemos o que fazer para lidar com a situação, e, ao mesmo tempo, queremos voltar ao que éramos antes, mas, não admitimos a nossa fraqueza, e tentamos ainda relutar, e dizer que tudo está bem, e que na verdade, não está.
Amigos tendem a não compreender, pelo menos boa parte deles. Uns até entendem, mas acabam se cansando em tentar ajudar. É uma tarefa difícil, admito. Para os que estão perto de alguém que tem depressão e que conseguiu manter a paciência e o controle, é um grande amigo.
A depressão tem tratamento, por mais difícil que ele seja, dependendo do grau em que esteja a depressão, e tem pessoas que tem e não sabem, ou pelo menos fingem em não enxergar.
É um fato que hoje vivemos uma geração depressiva. Também, não é para menos, inúmeras cobranças, de todos os lados, querendo que tenhamos uma postura X para determinada situação, uma postura Y para outra. Querendo que nos vistamos de certa maneira e que tenhamos um corpo de modelo que veste manequim 36. Não devemos falar ou fazer isso ou aquilo, mas temos que conseguir isso e isto. Tantas metas que acabamos nos perdendo. Perdemos o rumo, perdemos quem nós somos.
Se o seu foco é agradar terceiros, ok, seja meu convidado a fazer isso, pois eu não o farei. Cansei dessa historia de ser de um jeito para agradar o mundo em que vivemos. Se boa parte das mulheres quer ser loira, eu não, prefiro ser morena. Apesar de sim, pintar os cabelos para conseguir isso, pois meu cabelo é claro. Ou aquelas que querem ter a pele bronzeada, que fiquem, que acabem com a pele. Prefiro a minha cor desbotada mesmo. Do contra? Não! Só sigo os meus desejos, e um deles não é mais ser igual a ninguém. Gosto de ser eu mesma.
É bom ter personalidade, e a depressão estava me fazendo perder o que eu mais tinha de precioso, minha personalidade, meu jeito e minha determinação.
Hoje sou uma nova mulher. Imperfeita, mas 100% verdadeira
3 comentários:
Eh isso ai! =*
Ai ai...um dia eu escrevo assim! :P
Por enquanto vou postando desabafos escondidos nas entrelinhas de letras de musik! xD rss
(L)
"sigo os meus desejos"
coisa boa isso ae.. hohoh
demais :)
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