domingo, 24 de maio de 2009

Amor

“Queria ter conhecido mais pessoas. Eu teria amado a todas. Se eu tivesse conhecido mais, teria amado mais” Toni Morrison.

Todos têm uma capacidade de amar infinita. Podemos ficar confusos sobre o amor e começamos a achar que temos tanto assim para que o repartamos. Começamos a achar que amor é uma coisa matemática, pensamos de forma matemática. Acreditamos que temos certa quantidade fixa de amor e, que se dermos um pouco a alguém, ficaremos com essa quantidade a menos. Será mesmo? Vamos começando a repartir esse amor como se estivéssemos pagando as contas no fim do mês. Uma loucura, de fato, pois achamos que cumprimos todas nossas “obrigações amorosas” e que no fim do mês ainda estamos com um extrato positivo, por termos economizado, para caso apareça uma emergência, ainda teremos.

Amor controlado não é amor de verdade. Amar por obrigação não é amar de verdade. O amor é algo que nasce de um profundo sentimento de amor por nós mesmos. Não podemos amar alguém, não é possível amar alguém se não nos conhecemos, nem nos amamos. Para amar os outros, temos que nos amar primeiro.

Quando nos amamos, não há limite para a quantidade de amor que podemos partilhar e compartilhar. O amor não pode nunca ser produzido só pelo simples fato de que precisamos, devemos ou queremos algo em troca. Amor se conquista. O amor é uma energia que é dividida porque a temos. Temos essa dádiva de dividir o amor. As várias formas de amor que somos capazes de produzir e sentir.

“Amar as pessoas que conheço me permite conhecer as pessoas que amo.”